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Bebê internado com marcas de possíveis agressões tem melhora e já começa a se alimentar | Campos Gerais e Sul

Polícia investiga se criança de seis meses de idade sofria maus-tratos dos pais, que foram presos.

Pais ficam frente a frente durante investigação a suposta agressão a bebê em Ponta Grossa

Pais ficam frente a frente durante investigação a suposta agressão a bebê em Ponta Grossa

O bebê de seis meses internado desde o dia 22 deste mês, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Universitário (HU) de Ponta Grossa, com suspeita de ter sofrido agressão por parte dos pais, apresentou significativa melhora no quadro de saúde nesta quinta-feira (29).

Segundo o médico diretor técnico do HU, Gilberto Baroni, o menino está consciente, respirando naturalmente, sem a ajuda de aparelhos, e pela primeira vez desde a internação conseguiu se alimentar de forma natural. Ele ainda recebe parte da dieta por sonda, mas agora já conseguiu sugar um suplemento alimentar.

O quadro é tão positivo que o bebê deve receber alta da UTI já na sexta-feira (30). A criança seguirá internada em um quarto normal. Ainda não há previsão de alta hospitalar e também não é possível definir se o bebê vai ter sequelas das várias fraturas de crânio. “A avaliação neurológica é ótima. Ele está respondendo super bem. Estamos todos muito felizes com a recuperação”, afirma Baroni.

Na quinta-feira dia 22, o bebê de seis meses deu entrada pela manhã no Hospital Municipal João Vargas de Oliveira e transferido à noite para o HU. Ele já tinha sido atendido na noite anterior na UPA da cidade.

Exames constataram múltiplas fraturas de crânio, hematoma no cérebro, fratura nas costelas e marca de mordida no braço. A equipe do hospital acionou o conselho tutelar e o Nucria. O pai da criança foi preso em flagrante e a mãe acabou sendo presa na segunda-feira (26).

No sábado (24), o quadro de saúde do bebê havia piorado. O menino precisou ser entubado e sedado. Ele ficou em coma induzido até terça-feira e depois continuou sedado. Na terça, Baroni informou que a criança corre risco de ficar com déficit visual, auditivo e cognitivo.

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