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Bahia visita o Grêmio e testa a boa fase

Marcas da equipe em aproveitamento e gols são históricas - Foto: Felipe Oliveira l EC Bahia
Marcas da equipe em aproveitamento e gols são históricas
Felipe Oliveira l EC Bahia

Nem seria preciso apelar para a frieza dos números. Por mais que pessoas possam ter fetiche por eles, não há como calcular o que o Bahia tem feito neste início de Campeonato Brasileiro. Mais que uma maioria de resultados positivos, a equipe vem encantando pela maneira fluida e segura de jogar.

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No entanto, analistas e apaixonados por futebol têm, salvo exceções, paixão por números. E são eles, históricos, que o Bahia defende nesta segunda-feira, 12, às 20h, em um compromisso dos mais difíceis contra o Grêmio, em Porto Alegre.

Depois de ter batido o Cruzeiro em Salvador pela primeira vez desde 1995, a equipe tenta exorcizar outro fantasma: o de nunca ter derrotado, como visitante, o Tricolor gaúcho em uma partida oficial.

Caso consiga, verá batido um concorrente direto na briga pelas primeiras colocações na tabela e terá tornado ainda mais marcante o seu começo de competição.

A campanha já é a melhor desde 1986, quando a equipe que tinha nomes como Bobô, Zé Carlos, Zanata e Cláudio Adão alcançou as quartas de final e terminou o campeonato na quinta colocação.

Antes do início desta rodada da Série A, o Bahia ocupava a sexta colocação, com nove pontos e 11 gols marcados em cinco partidas. Um rendimento que supera as últimas 19 participações do Tricolor na Primeira Divisão nacional, tanto no aspecto das bolas na rede quanto no aproveitamento – levando em conta o sistema atual de pontuação.

O Esquadrão alcançou no máximo oito pontos nos cinco primeiros jogos em 2013, 2000 e 1988, ano em que conquistou o bicampeonato brasileiro. No número de gols, chegou perto em 2001, quando aplicou 5 a 0 sobre o São Caetano na estreia e fechou a quinta rodada com 10 tentos. De 1987 a 2014, quando disputou a Série A pela última vez, o Bahia também não conseguiu vencer seus três desafios iniciais em casa, como já ocorreu nesta edição.

A campanha de 1986, porém, bate – e ainda com sobras – todas as marcas. Naquela temporada, o Esquadrão ganhou os cinco primeiros confrontos pelo Brasileiro – também os dois jogos seguintes, totalizando sete triunfos consecutivos – e balançou as redes 14 vezes. Como mandante, venceu os quatro compromissos inaugurais.

Diferencial

Esse desempenho é inalcançável, mas uma quebra de tabu diante do Grêmio, no Sul, já seria um diferencial em relação a ele. O goleiro Jean, entretanto, deixa bem claro que um empate também seria bem-vindo. “Fora de casa estamos dando trabalho, mas temos que pontuar para conquistar os objetivos”, disse.

Já o técnico Jorginho prefere falar sobre as metas tricolores e elogiar o desempenho de seus pupilos: “Nós temos planos ousados, sabemos o quanto é difícil o Brasileiro, mas é muito importante ‘startar’ bem. Tivemos duas derrotas fora de casa e agora estamos conseguindo recuperar esses pontos. Não estamos tendo muito tempo para treinar, mas tem sido bom na conversa. Há a disponibilidade dos jogadores em acreditar no que estou passando, a gente vê isso nos olhos deles”.

Para o jogo em Porto Alegre, Jorginho poderá – e deverá mandar a campo uma escalação repetida do Bahia pela primeira vez neste Brasileiro.

Grêmio x Bahia – Campeonato Brasileiro

Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)

Quando: Segunda-feira, 12, às 20h

Árbitro: Eduardo Tomaz de Aquino Valadão

Assistentes: Fabrício Vilarinho da Silva e Cristhian Passos Sorence (Trio de Goiás)

Grêmio – Marcelo Grohe, Edilson, Kannemann, Geromel e Bruno Cortez; Michel, Arthur, Ramiro e Luan; Pedro Rocha e Everton. Técnico: Renato Gaúcho.

Bahia  – Jean, Eduardo, Tiago, Lucas Fonseca e Matheus Reis; Renê Júnior, Juninho, Vinicius e Zé Rafael; Allione e Edigar Junio. Técnico: Jorginho.


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