You are here

Avião pilotado por ex-senador boliviano Roger Pinto Molina cai em Goiás

Avião pilotado por ex-senador boliviano Roger Pinto Molina cai em Luziânia – Divulgação/Corpo de Bombeiros

BRASÍLIA – O ex-senador boliviano refugiado no Brasil Roger Pinto Molina sofreu, neste sábado, um acidente de ultraleve em Goiás. Segundo informações do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (Cecomsaer), a aeronave Excel, de matrícula PUMON, caiu na cabeceira do aeródromo de Luziânia por volta das 17h. Ele foi levado com vida ao Hospital de Base de Brasília. Segue o hospital, seu estado é grave.

Após ingressar no Hospital de Base, o ex-senador foi atendido no centro de traumas e passou por exames de raio X, tomografia e exames laboratoriais para definir a conduta médica indicada. De acordo com o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, o primeiro atendimento foi feito no local do acidente pela corporação de Goiás, mas, como Luziânia é próxima ao DF e é nele que haveria estrutura melhor de atendimento, um helicóptero foi enviado de Brasília para a remoção.

Molina, de 57 anos, sofreu traumatismo craniano grave, trauma de face e abdômem. Ainda no local do acidente, sofreu uma parada cardiorespiratória, mas os bombeiros conseguiram revertê-la e realizar o transportaram até Brasília. Ele chegou ao hospital inconsciente e em estado grave. O ultraleve ficou bastante danificado.

Em 2012, Molina recebeu asilo na Embaixada brasileira na Bolívia, onde passou mais de um ano, alegando ser perseguido político, por ter feito denúncias contra o governo de Evo Morales. Molina, então senador de oposição ao governo boliviano, entrou no Brasil em 2013 depois de uma travessia controversa, com o auxílio do diplomata brasileiro Eduardo Saboia, que agiu sem autorização do Itamaraty.

Com a ajuda de Saboia, Molina percorreu mais de 1.600 km em um carro da Embaixada rumo ao Brasil. O episódio culminou na saída do então chanceler Antonio Patriota, que foi substituído por Luiz Alberto Figueiredo Machado. Já Saboia, que assumiu ter comandado a operação de fuga sem o aval do Itamaraty, foi punido com 20 dias de suspensão.

O ex-senador boliviano Roger Molina
– André Coelho / Agência O Globo

Na época da fuga do ex-senador, o governo boliviano acusou o Brasil de descumprir normas de direito internacional. Em agosto de 2015, O Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) aprovou a concessão de refúgio a Molina. Assim, conseguiu o registro nacional de estrangeiro, podendo permanecer no país. Em janeiro do ano passado, a coluna de Lauro Jardim noticiou que o ex-senador passou a trabalhar como piloto de helicóptero.

Newsletter

As principais notícias do dia no seu e-mail.

TROCAR IMAGEM


Quase pronto…

Acesse sua caixa de e-mail e confirme sua inscrição para começar a receber nossa newsletter.

Ocorreu um erro.
Tente novamente mais tarde.

Email inválido.
{{mensagemErro}}

Source

Related posts

Leave a Comment