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Autoteste para detectar o HIV começa a chegar nas farmácias





















Nesta semana, farmácias do Rio de Janeiro começaram a receber o autoteste para detectar a presença do vírus HIV, o primeiro a ser vendido no Brasil. Na semana que vem, será a vez de São Paulo e Espírito Santo. A estimativa é de que o teste esteja disponível em todo o País até o final deste mês. Em Jundiaí, ainda não há previsão para a chegada do produto nas farmácias. De acordo com o diretor-presidente da Associação dos Proprietários de Farmácia (Aprofarma), Júlio César Pedroni, isso depende da disponibilização do produto pelas distribuidoras, além do próprio interesse do consumidor. “Tenho dúvidas sobre a demanda. Como é um produto que não tem histórico de venda no Brasil, é difícil prever como será”, diz.

O teste Action!, desenvolvido e vendido pela empresa OrangeLife, detecta em dez minutos a presença do vírus da aids. O kit, que pode ser comprado sem receita médica, vai custar entre R$ 50 e R$ 70 e permite que a pessoa descubra sozinha se tem ou não HIV, com uma simples picadinha no dedo.

Em Jundiaí, segundo os últimos dados fornecidos pelo Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), da Unidade de Gestão e Promoção da Saúde (UGPS), de 2012 a junho de 2016, foram registrados 251 novos casos de aids na cidade. Deste total, 114 (quase metade) são pacientes na faixa de 20 a 29 anos. Outra grande parte, 112 casos, estão na faixa de 30 a 39 anos.

Em nota, o CTA diz que o início precoce do tratamento é de fundamental importância para a garantia de vida das pessoas com HIV. E que o registro do teste para detecção do HIV pela Anvisa e sua comercialização nas farmácias do País é uma estratégia do Ministério da Saúde para ampliar em 90% o número de pessoas com diagnóstico e em tratamento, assim como proposto nas metas da ONU (Organizações das Nações Unidas).

Ressalta-se, contudo, a importância da população receber orientações seguras quanto às formas de transmissão e prevenção ao HIV e considerar o período da janela imunológica na realização dos testes (intervalo de tempo entre a contaminação pelo HIV e a produção de anticorpos em quantidade detectável pelo teste).

Neste sentido, o CTA oferta, de forma regular, os testes para HIV, sífilis, hepatites B e C. Além disso, as pessoas podem receber orientações sobre as IST/AIDS e esclarecer suas dúvidas de forma gratuita e sigilosa. O CTA funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, na rua Conde de Monsanto, 480, 1º andar, Vianelo. telefone (11) 4586-2402.


Diagnóstico – O Brasil é o primeiro país da América Latina e Caribe a disponibilizar o autoteste em farmácias. Para a diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Adele Benzaken, o produto é uma ferramenta importante para aumentar a capacidade de diagnóstico do vírus. “Acreditamos que o autoteste amplia e muito a cobertura diagnóstica. Têm pessoas que não querem ir à unidade de saúde para fazer o teste do HIV”, pondera Adele, que alerta que o resultado positivo no autoteste não é um diagnóstico. Para tal, é preciso confirmação de outros exames e acompanhamento de profissionais de saúde. “O teste da farmácia não é confirmatório. Com o autoteste positivo, deve-se buscar imediatamente a unidade de saúde para fazer novos testes confirmatórios”, explica.

Segundo a diretora, o produto não será comprado pelo ministério para ser disponibilizado em unidades de saúde por causa do seu preço. “Sob o ponto de vista financeiro, ele está muito caro para adotarmos. Hoje, o Ministério da Saúde adquire o teste rápido por R$ 2. Nesse momento, achamos que o mais vantajoso é continuar comprando o teste rápido que já compramos e distribuímos.”



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