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Atropelador de Copacabana diz à polícia ter sofrido ataque epilético e que ‘apagou’ pouco antes do acidente | Rio de Janeiro

O motorista do carro que 16 pedestres e matou um bebê no calçadão e na praia de Copacabana disse a policiais que sofreu um ataque epilético pouco antes do acidente. Antonio de Almeida Anaquim, de 41 anos, foi detido e levado para uma delegacia em Copacabana.

Ele será submetido a exame para detectar a quantidade de álcool no sangue. Segundo o produtor Leslie Leitão, da TV Globo, havia remédios para epilepsia no carro do atropelador. Imagens mostram embalagens dos remédios Depakote, Lamitor e Tegretol, todos usados contra a doença. Anaquim afirma que “apagou” quando estava dirigindo e subiu a calçada.

Segundo o Denatran, um paciente epilético pode ter direito a habilitação desde que não tenha tido crise no ano anterior ao pedido e haja parecer médico favorável.

Uma das vítimas, um bebê de oito meses, morreu. Segundo a Polícia Militar, outras 16 pessoas ficaram feridos. Boletim da Secretaria Municipal de Saúde informa que os hospitais da rede municipal receberam 12 dos feridos, entre os quais duas crianças, ambas em estado grave. O paciente mais grave é um australiano de 68 anos que teve traumatismo craniano. Há pacientes em hospitais particulares.

O calçadão e a ciclovia estava cheio quando houve o atropelamento, por volta das 20h30. ma testemunha, uma turista argentina ouvida pela GloboNews, afirmou que o carro estava em alta velocidade. “Cadeiras voaram, não percebemos que era o carro até que as pessoas começaram a abrir e aí vimos gente caída no chão. Havia um bebê machucado.”

Pedestres tentaram agredir o motorista, detido em seguida.

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