You are here

Aposta no crédito faz lucro do Santander Brasil disparar no 4º tri – Época NEGÓCIOS

Fachada de agência do Santander (Foto: Marcelo Del Pozo/Reuters)

O Santander Brasil teve forte crescimento do lucro no quarto trimestre, refletindo a redobrada aposta do banco no rentável negócio do crédito ao consumidor, que tem crescido na esteira da saída do país da recessão.

O maior banco estrangeiro no país anunciou nesta terça-feira (30/01) que seu lucro recorrente somou R$ 2,752 bilhões no período, alta de 38,4% ante mesma etapa de 2016. Após despesas com ágio, o lucro societário do banco subiu 66,5%ano a ano, para R$ 2,498 bilhões.

Liderada por segmentos como consignado (+36,7%), cartão de crédito (+18,1%) e automotivo (+20%), a carteira de crédito ampliada do grupo cresceu 7,8% em 2017, para R$ 347,9 bilhões.

A instituição saiu na frente na aceleração do crédito ainda na primeira metade de 2017 e deu sequência ao movimento. O aumento dos volumes concedidos, combinado com maiores spreads –diferença entre o custo de captação e o valor cobrado de clientes — fez as receitas com operações de crédito subirem 17,3% ano a ano, para R$ 6,5 bilhões.

“A margem com clientes apresentou crescimento em função de maiores volumes e spreads”, comentou o banco no relatório.

Em termos práticos, isso pode significar que o banco não repassou integralmente aos clientes a queda de seus custos de captação, considerando que a Selic está em 7% ao ano, piso histórico.

O banco também viu suas receitas com tarifas crescerem 13,3% ano a ano, para   4,24 bilhões, apoiado sobretudo em maiores operações com cartões e adquirência. Na outra ponta, as despesas subiram 7,3%na mesma comparação, para R$ 5,18 bilhões.

Um ponto negativo do balanço foi o resultado de crédito de liquidação duvidosa, que mostra as despesas com provisões para calotes, menos os valores recuperados e que já tinham sido baixados a prejuízo.

O resultado dessa linha foi negativo em R$ 2,656 bilhões no trimestre, alta de 9,3%na comparação sequencial, embora tenha caído 0,9% ano a ano, influenciado, segundo o banco, por um caso pontual no segmento grandes empresas.

Esse mesmo evento fez o índice de inadimplência do banco subir 0,3 pontos percentual entre setembro e dezembro, para 3,2%. No fim de 2016, o índice era de 3,4%.

O NPL formation, espécie de prévia do que tende a acontecer com o índice de inadimplência nos trimestre seguintes, subiu de 1,3 para 1,4 por na passagem do terceiro para o quarto trimestre, também refletindo o caso pontual de uma grande empresa, afirmou o Santander Brasil.

Source

Related posts