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Após superlotação, Santa Casa normaliza atendimento na maternidade – O Diário

Apesar da superlotação da Maternidade, a UTI Neonatal se mantém, até o momento, dentro da normalidade.(Foto: Arquivo)

Apesar da superlotação da Maternidade, a UTI Neonatal se mantém, até o momento, dentro da normalidade.(Foto: Arquivo)

NATAN LIRA
O atendimento às gestantes na Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes foi normalizado por volta do meio-dia de ontem, segundo a Administração do hospital. Anteontem, a unidade havia suspendido o recebimento de novas pacientes devido à superlotação do setor e só estavam sendo atendidos quadros de urgência e aquelas prestes a dar a luz. A situação não afetou o movimento na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal.

No final da tarde desta sexta-feira havia 47 gestantes no setor, cinco delas à espera de alta médica. Situação bem diferente da registrada anteontem, quando contava com 73 pacientes internadas para as 38 vagas do setor. Deste total, 25 foram acomodadas em outras enfermarias do hospital.

A dona de casa Luciana Aparecida de Souza, de 39 anos, levou a nora Marcela Nascimento, de 17 anos, três vezes esta semana até a Santa Casa a fim de interná-la para o nascimento do bebê. Na última vez, na noite da última quinta-feira, o médico explicou o alto número de mulheres internadas na maternidade e indicou que procurasse outra unidade no dia seguinte. “Hoje (sexta-feira), voltamos aqui em busca de um atendimento de urgência, porque a Lorenzo estava para nascer, aí, mesmo com bastante gestantes, eles fizeram o parto dela. Ainda não sei sobre o tratamento que ela recebeu, mas o meu filho, pai da criança, disse que está bastante cheio”, contou.

Marilene Lima de Oliveira Paiva, 42 anos, é tia de Sandy de Oliveira Abrantes, de 16 anos. Segundo ela, a sobrinha recebeu um excelente atendimento no setor, mas ficou por horas à espera de uma cesariana, por falta de vaga. “Eu demorei para vê-la, porque terminou o parto e não tinha lugar para levá-la. O bebê nasceu ontem e eu só consegui vê-la agora à tarde”, contou.

A situação na Santa Casa de Mogi se agravou desde o último mês, reflexo da crise econômica e desemprego que impactaram no cancelamento de planos de saúde e na demanda de gestantes em busca de atendimento. Desde então, a situação do hospital filantrópico passou a ser discutida por políticos e lideranças da Cidade, a fim de ampliar o serviço ou de implementar uma nova unidade para atender a demanda no Município.

Uma alternativa sugerida pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), em abril passado, deverá sair do papel entre julho e agosto com a conclusão de um estudo para a ampliação dos leitos destinados à internação de gestantes. A meta, a princípio, será elevar para 50 vagas hospitalares e 19 camas na UTI Neonatal, atualmente são 10.

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