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Após provocação no Fla-Flu, relembre outras polêmicas do futebol

O clássico entre Flamengo e Fluminense pela Sul-Americana, na última quarta-feira, foi cheio de emoção como um clássico merece ser. O jogo nervoso que acabou com a classificação rubro-negra para as semifinais, no entanto, foi manchada por uma discussão boba no gramado que quase extrapolou o futebol.

Lucas - Flamengo x Fluminense

Lucas – Flamengo x Fluminense

Foto: Nelson Perez/Fluminense F.C. / LANCE!

Durante a partida, Lucas, lateral do Fluminense, e Willian Arão, volante do Flamengo, trocaram farpas e tapas. O jogador tricolor foi quem mais se chateou com a discussão, afirmando que o adversário o chamou para “resolver lá fora” e que estaria esperando a presença de Arão ao fim do jogo.

– Ele passou por mim e debochou da nossa eliminação. Ele primeiro tem que respeitar a minha pessoa e depois a instituição. O Fluminense é muito grande, está acima de mim, dele, de qualquer jogador. Aconteceu um lance e deu uma confusão. Ele botou a mão em mim, eu botei a mão nele. Achei que tivesse morrido a situação. Ele disse que me pegava aqui fora. Chega a ser engraçado. Mas esperei ele dentro do campo para poder conversar com ele. Debochou da minha cara, do Fluminense. Mostra o caráter dessa pessoa – esbravejou.

Discussões e deboches após eliminações não é novidade no futebol, e algumas dessas ‘tretas’ entraram para a história do esporte. Relembre as mais marcantes:


Edílson x Paulo Nunes


Conhecidos por suas personalidades provocadoras, o ápice do embate entre os dois jogadores veio na decisão do Paulista de 1999. Em mais um Palmeiras x Corinthians daquele ano, as tensões estavam ao máximo, principalmente após o Verdão eliminar o rival na Libertadores. A partida seguinte era justamente a volta da final do Paulista, e o Timão levava vantagem de 3 a 0.

Aos 30 minutos do segundo tempo, quando o placar apontava 2 a 2 e garantia o título ao Corinthians, Edílson Capetinha decidiu provocar: em frente ao banco palmeirense, fez uma série de embaixadinhas antes de equilibrar a bola no pescoço. Os jogadores do Palmeiras se irritaram e o lateral Júnior chutou a perna de Capetinha, antes de Paulo Nunes acertar um soco no rosto do jogador. A briga generalizada foi tão grande que o árbitro encerrou a partida ali mesmo.

– Faltou respeito. Nós não temos culpa que eles não ganharam a Libertadores. Fica com o Paulistinha que eles merecem – desabafou Paulo Nunes na saída de campo.


Rebolada de Edmundo


A vitoriosa carreira do Animal sempre foi marcada por sua personalidade irreverente, dentro e fora dos campos. Conhecido como bad-boy, Edmundo fez história com uma provocação dentro de campo: uma inesquecível rebola.

Em 1997, Vasco e Botafogo decidiram o Estadual. Para apimentar o clássico, Edmundo levou a bola até a linha lateral e, para passar pelo zagueiro Gonçalves, deu uma rebolada antes de seguir com o jogada. Após tirar a bola de jogo, a defesa botafoguense foi tirar satisfação com os jogadores do Vasco, e uma confusão generalizada começou no gramado.


Embaixadinhas de Pedrinho


Mais um jogador vascaíno que não perdeu a chance de provocar em um clássico. Em 2000, Vasco e Flamengo se enfrentaram pela final da Taça Guanabara com goleada de 5 a 1 para os cruz-maltinos, um chocolate inesquecível em pleno domingo de Páscoa.

A partida foi apimentada quando Pedrinho, meia e ídolo do Vasco, fez embaixadinhas para cima do seu marcador flamenguista. Apesar da jogada não ter resultado em gol, o lance continua na memória da torcida e do jogador, além do pedido de silêncio para a torcida adversária.

– Eu não quis menosprezar ninguém com a embaixadinha. E o gesto de silêncio foi porque me xingaram. Sou humano e reagi – conta Pedrinho.


Beto dá o troco no Vasco


O ano de 2000 foi curto para tanta provocação entre Vasco e Flamengo. Na sequência do jogo em que Pedrinho fez suas embaixadinhas, as duas equipes decidiram o campeonato Carioca mais uma vez.

Aos 45 minutos do segundo tempo, o Flamengo encaminhava o título com a vitória por 2 a 1 quando um jogador resolveu dar o troco. O meia Beto recebeu a bola e, caminhando pela ponta direita do campo, fez uma sequência de embaixadinhas na direção do marcador vascaíno. Abatidos, os jogadores cruz-maltinos nada fizeram e o Flamengo conquistou o Estadual.

– Ele (Pedrinho) ficou feliz de ter ganhado a Taça Guanabara, e eu fiquei mais feliz que ganhei a Taça Rio e depois o Campeonato Carioca, fazendo embaixadinhas – brinca Beto.


LANCE!

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