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Análise: com dois tempos distintos, o que deu errado na estreia da Chape | chapecoense

A Chapecoense poderia ter saído com um resultado melhor na estreia do Campeonato Brasileiro. Apesar de ter dado chances ao adversário no primeiro tempo, o time soube sofrer, como está acostumado a fazer. O que o Verdão não conseguiu fazer foi se manter na frente do placar. O empate rápido desestabilizou o time, que foi goleado.

Com boa postura no primeiro tempo, o time pecou no segundo. A linha defensiva que funcionou nos primeiros 45 minutos, foi facilmente superada na etapa final. Veja a análise do que deu certo e errado na estreia da Chape.

Após um primeiro tempo quase sem pegar na bola, a Chapecoense voltou bem para a segunda etapa. Fez um gol de jogada ensaiada, trabalhada com frequência por Gilson Kleina. Depois disso, a equipe se perdeu. Deu ao Atlético-PR os espaços que não havia dado até então. Levou um gol de cruzamento e depois um no rebote da entrada da área. Falhas de marcação que não poderiam acontecer. Quando tinha o 3 a 1 no placar, buscou a vitória e deu espaços para contra-ataque.

É bem verdade que a Chapecoense pouco teve a bola, mas quando teve não conseguiu criar muita coisa. Canteros, que é tido como o principal articulador do time não conseguiu justificar o posto. De bom teve as bolas paradas, sempre com muito perigo.

A estratégia de Gilson Kleina era bastante clara: solidez defensiva e transição rápida. Não aconteceu. Arthur e Vinicius não justificaram a aposta do técnico no quesito velocidade defesa-ataque. O primeiro ainda foi melhor que o segundo.

Com o meio de campo fechado, o Atlético-PR tentou chegar ao gol da Chape pelas laterais. Deu certo. O Verdão abriu espaço para o adversário, que conta com bons alas – Jonathan e Carleto (ambos deram assistências para gol). Tanto na primeira etapa como na segunda, a Chape permitiu cruzamentos que resultavam em boas oportunidades aos homens de frente do Furacão.

Por 45 minutos a Chapecoense justificou a estratégia de Gilson Kleina. Com Amaral fazendo o papel de terceiro zagueiro entre Douglas e Rafael Thyere, o time se portou bem. Quando falhou, contou com Jandrei. No segundo tempo o time não conseguiu manter a solidez e foi alvo fácil do veloz time do Atlético-PR

Não foi culpado em nenhum dos gols. No primeiro tempo fez duas boas defesas. Teve boas saídas aéreas e parece estar recuperado da falha na final do Catarinense. Precisará ter frieza após sofrer cinco tentos.

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