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Algumas formigas tm enfermeiras para as guerreiras feridas – Internacional

As formigas africanas matabele socorrem as companheiras feridas nas operaes de caa e cuidam delas at que recuperem totalmente a sade – aponta um estudo publicado nesta quarta-feira (14), que mostrou aspectos “assombrosos” do comportamento animal.

Depois de evacuar as feridas dos campos de batalha e lev-las para o ninho, as formigas atuam como equipes mdicas, reunindo-se em torno dos pacientes para lamber seus ferimentos de forma “intensa”, relata um estudo publicado na revista “Proceedings of the Royal Society B”.

Esse comportamento reduz de 80% para 10% a mortalidade das formigas-soldado feridas, observam os pesquisadores.

“Isso no se faz por meio do autocuidado, que algo conhecido por muitos animais, mas mediante um tratamento feito por outros, que, lambendo intensamente a ferida, tornam impossvel impedir que haja uma infeco”, explicou o coautor do estudo Erik Frank.

Ele contribuiu para esta pesquisa quando estava na Universidade de Wurztburgo (Julius- Maximilians-Universitt, JMU, em alemo), na Alemanha, e continuou seu trabalho na Universidade de Lausanne, na Sua.

Uma das maiores espcies que existem, essas formigas so guerreiras ferozes e atacam inclusive humanos com sua mordida.

Esses insetos, que levam o nome da aguerrida tribo da frica meridional, caam cupins, que so animais maiores do que elas, atacando os lugares onde se alimentam em colunas de entre 200 a 600 indivduos.

Este mtodo leva baixa de muitas formigas, que, com frequncia, perdem suas extremidades pelas mordidas dos cupins.

“Depois da batalha, as formigas feridas pedem ajuda com feromnios”, um sinal qumico produzido por uma glndula, explicou Frank.

As “socorristas” usam suas desenvolvidas mandbulas para recolher as feridas e arrast-las para o ninho para serem tratadas.

Ainda mais impressionante que as guerreiras que esto gravemente feridas – por exemplo, insetos que perderam cinco, ou seis, pernas – fazem um sinal para os membros da equipe de resgate para que no percam tempo com elas.

Essa descoberta gera vrios questionamentos, disse a Universidade de Wurtzburgo em um comunicado, no qual considerou essas revelaes como “assombrosas”.

“Como as formigas sabem exatamente onde tem uma companheira ferida? Como sabem quando deixar de atender as feridas? O tratamento meramente preventivo, ou algo teraputico, depois que a infeco se instalou?”, questionou a instituio.

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