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Além da festa: Fla reencontra torcida com ”seca de vitórias” e comando em xeque | flamengo

A previsão para o início da noite neste sábado é de emoção e despedida. Uma festa justa para o adeus do goleiro Julio César. Mas, ao mesmo tempo, nuvens de insatisfação pairam sob o céu rubro-negro, deixando todos em alerta. Afinal, o clima está longe da estabilidade no futebol do Flamengo.

Apesar de ter vencido o amistoso contra o Atlético-GO, a última vitória do Flamengo em jogos oficiais foi há mais de um mês, quando a equipe goleou a Portuguesa pela Taça Rio. Desde então, três empates e uma derrota. Foram dois resultados ruins em jogos decisivos: semifinal do Carioca e Libertadores em casa.

Afinal, quem comanda o futebol?

Quase um mês se passou desde a saída do diretor Rodrigo Caetano. Seu substituto, Carlos Noval, ainda parece como figura discreta. Eduardo Bandeira de Mello e o CEO Fred Luz seguem no centro das decisões. Foi Fred Luz, por exemplo, quem conduziu toda a negociação da saída de Everton. E isso inclui a permanência do auxiliar Maurício Barbieri como interino até agora.

Figura chave das mudanças no departamento em 2018 após a entrevista polêmica depois da derrota para o Botafogo, o vice de futebol, Ricardo Lomba, até tem aparecido com mais frequência no Ninho do Urubu depois da tentativa de aparar as arestas com jogadores – críticas públicas não soaram bem no vestiário. O dirigente garante participar das decisões do departamento.

Carpegiani deixa o time. Mas o time ”mantém” Carpegiani.

Paulo César Carpegiani foi outro que perdeu o cargo após a eliminação do Carioca. Semanas depois, no entanto, o Flamengo é ”o mesmo” que perdeu a vaga na final para o Botafogo. O esquema com apenas um volante segue sendo utilizado pelo treinador interino. O 4-1-4-1 não surte efeito, sacrifica bons jogadores, como Lucas Paquetá, e deixa a zaga rubro-negra, formada por jogadores lentos, exposta. Barbieri não conseguiu dar outra cara à equipe.

Neste sábado, o time terá outra formação por conta das ausências. Mas não por opção, e sim por exigência diante de desfalques. Diego sofreu uma lesão na coxa direita, enquanto Éverton Ribeiro cumpre suspensão. Arão e Geuvânio são os respectivos substitutos.

Pressão interna e externa

O empate por 1 a 1 contra o Santa Fe, na quarta-feira, deixa o Flamengo em alerta para a classificação na Libertadores. Uma quarta eliminação seguida na fase de grupos seria um fracasso ainda maior do que foi em 2017. Apesar de jogadores, como Diego, falarem em certeza de classificação, o clima externo é de incerteza e desgaste.

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