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Aí estão as primeiras imagens da Grande Mancha Vermelha de Júpiter

A NASA divulgou esta quarta-feira as primeiras imagens da Grande Mancha Vermelha de Júpiter, uma zona que há séculos intriga os astrónomos, e que foram captadas pela sonda Juno que há mais de um ano sobrevoa este planeta, estando o fim da sua missão prevista para Fevereiro de 2018.

A agência espacial norte-americana publicou várias imagens, explicando que não vai ficar por aqui e captando tantas quanto possível. A NASA explica que a quantidade de fotografias está limitada ao tamanho da base de dados a bordo e que as mesmas são captadas enquanto a sonda viaja do pólo norte e sul de Júpiter.

Assim, e porque a captação de imagens terá de ser selectiva, a NASA desafia as pessoas a escolherem, através de uma votação no site da agência, os seus pontos de interesse na Grande Mancha Vermelha. Com base nessa votação serão depois publicadas mais imagens para que os internautas as possam processar à sua maneira, cortando-as e melhorando a cor.

Pela Internet já se espalharam várias versões das imagens divulgadas pela NASA nesta quarta-feira.

A Grande Mancha Vermelha é uma tempestade activa com cerca de 16 mil quilómetros de diâmetro (o do planeta Terra ronda os 12 mil) e que atrai a atenção científica desde 1830: a captação das suas imagens resulta de uma viagem de 12 minutos, onde o mais próximo que esteve do planeta foi a uma distância de 3500 quilómetros (uma distância quase quatro vezes superior à costa continental portuguesa de Norte a Sul), detalha a NASA no seu site.

A tempestade, que é a maior do nosso sistema solar, manifesta-se mais ou menos como uma circunferência, que é avermelhada e rodeada por camadas amarelo-claras, cor de laranja e brancas. Os ventos no seu interior atingem várias centenas de quilómetros por hora.

primeira fotografia que Juno enviou de Júpiter foi divulgada em Julho de 2016. A fotografia foi tirada quando a sonda da NASA estava a 4,3 milhões de quilómetros de distância do planeta, ainda no início da sua primeira órbita oval de 53,5 dias. Apesar da distância, já era possível observar a icónica atmosfera de Júpiter com as suas listas e até ver a Grande Mancha Vermelha, situada no Hemisfério Sul, além das três luas (faltou só uma das quatro luas observadas por Galileu Galilei, em 1610, a Calisto).

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